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"Agora é pra valer": depois de vencer a versão virtual, Felipe Drugovich acelera na "Le Mans real"

Campeão da Fórmula 2 e reserva da Aston Martin Aramco Formula One Team, paranaense vai estrear nas 24 horas mais famosas do mundo pela equipe Whelen Cadillac Racing

O ano de 2024 tem sido de novidades para a carreira de Felipe Drugovich. Ao mesmo tempo em que se mantém na condição de piloto reserva e de testes da equipe Aston Martin Aramco Formula One Team na Fórmula 1, o brasileiro de 24 anos recém-completados tem ampliado os horizontes da sua trajetória para as corridas de longa duração.


No Endurance, “Drugo” foi contratado pela equipe Vector Sport para a temporada do European Le Mans Series, tendo o paranaense de Maringá já feito as etapas de Barcelona e Paul Ricard. Era o prenúncio do que estava por vir. Em maio, Felipe foi anunciado pela Whelen Cadillac Racing como um dos pilotos na tripulação do Cadillac V-Series.R #311 na disputa das 24 Horas de Le Mans, entre 15 e 16 de junho, ao lado do compatriota Luiz Felipe “Pipo” Derani e do britânico Jack Aitken.

Será a primeira vez de Drugovich na prova de resistência mais famosa do mundo, embora o piloto já tenha no currículo duas vitórias nas 24 Horas de Le Mans no automobilismo virtual, em 2022 e 2023. Agora, Felipe terá a chance de conhecer de perto todo o universo único que emana de La Sarthe e sua pista de mais de 13 km de extensão. E o fato de estrear na prova correndo logo pela classe principal, a Hypercar, é algo que deixa o brasileiro até surpreso.


“Agora é automobilismo real. E também é pra valer. Analiso minha primeira chance em Le Mans de maneira muito boa. Acho que, primeiramente, conseguir ter essa oportunidade de fazer a primeira corrida logo na categoria principal é algo que, posso dizer, não é normal. Acho que é bem difícil isso acontecer com outros pilotos, e fico muito feliz e grato à Cadillac, à GM e à Action Express por terem me proporcionado essa oportunidade. E eu acho que a gente pode andar muito bem”, disse.


Em 2023, a Cadillac alinhou três carros em Le Mans entre os Hypercars, sendo dois da equipe oficial e um da Whelen, que vem do IMSA Sportscar. Os V-Series.R do time de fábrica terminaram em terceiro e quarto, e um incidente logo no início da disputa impediu que o bólido da Whelen finalizasse a prova mais à frente. Mas esse retrospecto dá a Drugovich a confiança em uma performance forte também na edição de 2024.


“O carro foi muito rápido no ano passado, então espero que esse ano a gente consiga fazer com que ele seja o mais rápido. Estou confiante que podemos andar bem, mas logicamente vai depender de muitas coisas. Vou buscar me adaptar o mais rápido possível para ajudar a equipe”, declarou o campeão da FIA Fórmula 2 em 2022.


“Ambiente mais tranquilo”


No que ainda é o começo de uma incursão pelas corridas de longa duração, Felipe Drugovich traçou um paralelo ao qual está mais habituado nos últimos anos: o universo do Mundial de Fórmula 1.


“Esse início no Endurance tem sido muito bom. Tenho aproveitado demais, e acho que essa é a principal diferença em relação ao padrão que é a Fórmula 1: acho que você consegue curtir um pouco mais. Na Fórmula 1 todo mundo é muito focado, muito sério, e o paddock do Endurance é um pouco mais tranquilo, e acho que isso faz com que você consiga desfrutar um pouco mais. Outro ponto é que desde as corridas virtuais que fiz já gostava do estilo de guiada, sobre como você tem de administrar o carro o tempo todo. Gosto muito disso”, destacou.


O primeiro encontro de Drugovich e o carro com o qual vai correr em Le Mans aconteceu no fim de abril no famoso circuito de Laguna Seca, na Califórnia, quando a Whelen Cadillac Racing realizou uma sessão de testes com os titulares Pipo Derani e Jack Aitken e aproveitou para colocar Felipe no Hypercar.


“A preparação tem sido muito boa. Fiz um dia de testes com eles em Laguna Seca. Foram poucas voltas, em um teste destinado para a corrida que eles fizeram semanas atrás no IMSA. Quem treinou foram os pilotos titulares, o Pipo e o Jack Aitken. Completei algumas voltas, acho que umas 30. Não o bastante para me acostumar completamente ao carro, mas o suficiente para entender mais ou menos como funciona e o que tinha de focar na próxima vez no simulador”, comentou “Drugo”, que detalhou a sequência do trabalho prévio visando a prova.


“Já fiz o simulador para Le Mans tentando conhecer o carro e a pista. Tenho buscado ver a maioria dos vídeos onboard, vídeos que tem na internet com 24 horas dentro do carro, e estou quase zerando essas 24 horas [risos], então estou tentando fazer tudo o que for possível para que eu chegue lá sendo o menos rookie possível. Acho que isso vai fazer uma diferença muito grande no futuro”, salientou.


“Chance merecida”


Drugovich terá no compatriota e companheiro de equipe Pipo Derani sua grande referência em Le Mans. O paulista de 30 anos fará em 2024 sua nona participação na corrida e vai dividir a pilotagem do Cadillac V-Series.R #311 com quem sonha em fazer história no automobilismo brasileiro.


“É muito bacana a chegada do menino Drugo. É um talento que está aí na porta da Fórmula 1, e para nós, poder tê-lo como nosso piloto em Le Mans, é muito legal. É um menino talentoso, que merece uma chance como essa, é um prazer poder dividir o carro com ele. Le Mans será um grande passo na carreira dele: uma prova muito difícil, que requer muita atenção e um aprendizado muito rápido, porque tudo acontece muito rápido. Se tiver paciência e souber focar nos pontos mais importantes, tenho certeza de que fará um grande trabalho. Vou buscar ajudá-lo da melhor forma possível para que possamos, se Deus quiser, ser os primeiros brasileiros a vencer Le Mans no geral. Será um grande ano, e é uma honra poder dividir o carro com talentos como o Felipe Drugovich e o Jack Aitken”, comentou Derani.

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