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  • Foto do escritorMiguel Ferreira

Senna não era um bom piloto...


 

Hoje, completa-se 30 anos do falecimento de Ayrton Senna da Silva. Entretanto, devemos concordar que ele não era um bom piloto. Senna era espetacular! Guiava de uma maneira singular (achou mesmo que esse título era verdade?) Então, vamos homenageá-lo relembrando um de seus momentos mais icônicos: o dia em que venceu o GP Brasil com apenas UMA marcha.


No dia 24 de março foi disputado o GP de Interlagos. Foi a primeira vitória de Senna em casa. Então, nada mais justo que concretizá-la da maneira mais heroica e inesperada possível.


Ayrton havia conquistado a pole position para a corrida, num final de semana que parecia ser “tranquilo” para a sua vitória. Depois da largada, ele abriu uma relativa vantagem para a dupla da Williams, composta por Nigel Mansell e Riccardo Patrese, enfurecida atrás da primeira posição. Entretanto, após Mansell ultrapassar seu companheiro, o britânico imprimia um ritmo muito forte, o que preocupava Senna. Um pouco mais à frente, na volta 60 - com a chuva imprevisível de São Paulo dando as caras - Nigel rodou e saiu da corrida. Mas, alcançar o primeiro triunfo em seu país natal não seria uma tarefa fácil. Então, Senna perde a terceira, a quarta e a quinta marchas, e seu cambio trava na sexta. Patrese foi devidamente avisado por seus engenheiros sobre os problemas de Senna e aumentou seu ritmo de maneira insana. Mas, sabe aquele dito popular de que brasileiro não desiste nunca? Bom, Senna o fez valer de maneira espetacular. Carregando o “Silva”, ele guiou sua Mclaren, embaixo de chuva, com uma marcha, durante as últimas 7 voltas da prova, de maneira fenomenal. Venceu a corrida com pouco menos de 3 segundos de vantagem para Patrese.


Após o fim, na volta de desaceleração dos pilotos, extremamente esgotado e cansado, Senna deixa morrer seu carro no meio da pista, precisando de atendimento médico no local. Depois, é levado pelo Safety Car até o pódio para celebrar sua vitória mais do que especial, com o público de Interlagos invadindo a pista, gritando, comemorando, cantando e indo ao delírio depois de tamanho show que Ayrton deu.  

Encerro, assim, minha homenagem ao eterno Ayrton Senna da Silva, revivendo seu momento mais mágico. Prestes a completar 18 anos, infelizmente, não tive a oportunidade de vê-lo correr, porém tenho certeza de que, assim como em toda e qualquer pessoa fã de velocidade, a memória e o legado de Senna vive, mais do nunca. Até à próxima!

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